Nietzsche no ônibus

28/03/07

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Voltando da universidade (além de ser professor de matemática e química, curso engenharia química na UFPA) aparece uma figura no ônibus anunciando mais um produto para vender.

Nesse momento imaginei se seriam bombons, adesivos coloridos, incensos, picolés, etc e etc, e já estava pronto para escutar o mantra característico desses vendedores:
"Senhores passageiros, peço a atenção de vocês (...)" mais "é melhor pedir do que roubar” ou “eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui...” e depois anuncia o produto em questão, recolhendo os que foram distribuidos previamente aos passageiros...

Para minha total surpresa o vendedor desta vez estava vendendo livros! Sim, alguns infantis, clássicos da literatura e dentre eles um de Nietzche que eu ainda não tinha lido: Assim falou Zaratustra. Pelo ineditismo da venda comprei o livro (usado mas bem conservado) por R$ 5,00 e admirei a coragem dele em vender livros (no ônibus) em um país em que a média anual de livros lidos não passa de 2,8 por habitante (sem contar a porcentagem analfabeta ou que sabe ler mas não compreende).

Agradeço aos meus pais por terem desde cedo incentivado o gosto pela leitura em mim e em meus irmãos...

Depois comento sobre o livro!

3 opiniões:

Imcompreensivel disse...

Cara!
Até eu estou abismado!uma coisa que não se vê todos os dias.
Mais não foi "coragem",desde quando uma pessoa tem que ter coragem para vender livros?

Anônimo disse...

É aí tem que incentivar, vendedor de livros já é coisa rara ainda mais no ônibus.

Irao

Eudes disse...

Insuitado mesmo... uma coisa legal e corajosa. A preguiça de se ler principalmente pela "facilidade" de se ligar uma TV é muito grande entre as pessoas. Meu irmão mesmo já ganhou livro de presente e me deu sem nem sequer querer saber como era. Abraço.