Ensaio sobre a existência

27/03/07

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Não sei quem é o autor...
Texto bom que recebi há uns anos...
É triste chegar à conclusão de que, não importa o quão desenvolvido, culto ou potencializado você seja, vai continuar sendo um animal em busca da sobrevivência.

O conhecimento, seja lá qual for sua forma, em sua essência, serve única e exclusivamente ao propósito da perpetuação da espécie. Por mais que se criem coisas novas, estas vão ser sempre conseqüência de coisas que já se existiam antes; ninguém cria nada por acaso, espontaneamente. Sem referências anteriores, nada é possível. Tudo, no fim, acaba sendo parte de uma cadeia perfeitamente ordenada e lógica.

Mas enfim, voltando ao assunto: mesmo que se pregue ad nauseum que o ser humano tem uma capacidade infindável, um potencial praticamente ilimitado e outros "afagos" para o que a massa cinzenta do homem cria (mente, alma, consciente, ego, id, amor, etc, etc e etc), não muda o fato de que continuamos sendo formas de vida como quaisquer outras. Quem foi que disse que somos diferentes?

Exemplo prático: Já pensou se todo mundo resolve ser niilista? Aí sim caminharíamos para a extinção sem maiores sofrimentos; não nos sentiríamos envergonhados de existirem pessoas aparentemente piores ou melhores, que se rebaixam a matarem uns aos outros para impor sua supremacia ou desenvolvem sua inteligência para, além de ter satisfação em explorar seu mental, adicionar algo ao grande rol de conhecimento da humanidade.

Nisto inclui-se a história de que cada ser humano é especial em sua forma, tem um potencial a ser explorado, e, além disso, precisa, antes de tudo, gostar de si mesmo para viver bem. Lógico! Se assim não fosse dito, todo mundo já estaria morto tão logo tivesse sua "crise existencial". Já que a vontade de viver foi perdida, vamos incutí-la de novo, de uma forma que pareça bonito, poético, instigante, revelador, que mude seus conceitos, seja lá o que for, mas que faça o grande motor continuar funcionando.

Apesar de que, de certa forma, estou falando bobagem: tudo isso é inerente à sobrevivência do homem. Já dizia Darwin que só os mais aptos sobrevivem; seja lá qual for o método usado para se obter essa aptidão (não é bem o que penso, mas serve de exemplo). Mesmo que dê até pra sair do círculo vicioso, as coisas continuam presas ao estigma de que "algo tem de lhe dar gana para que possa ter uma continuidade".

Mais fácil me matar: tudo isso é demais pra mim...

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